Como usar salto alto no trabalho sem prejudicar a saúde

Muitas profissionais trabalham diariamente com sapatos de salto alto. Apesar de serem considerados itens elegantes e necessários para compôr o visual, eles podem prejudicar a saúde. Com o tempo, alguns desconfortos podem surgir, como problemas do quadril, na coluna, artrose nos ossos, descontrole postural, além do desequilíbrio, que pode causar quedas. Para o ortopedista do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André, Marcos Kardequi Silva Raquel, a solução para evitar que isso ocorra é variar a altura dos sapatos.

"O importante é alterar o uso dos sapatos com saltos mais altos e mais baixos para não acostumar a musculatura. É importante saber que são considerados altos os saltos acima de 15 centímetros, os de 5 a 10 centímetros são medianos e abaixo disso, são considerados baixos", explicou o ortopedista.

Sapatos mais recomendados

Para as mulheres que não conseguem descer do salto, os sapatos mais recomendados são os de plataforma, pois possuem a mesma extensão em sola e permitem que o peso do corpo tenha melhor distribuição.

"O sapato ideal está longe de ser bonito. Ele deveria ter no máximo quatro centímetros de altura, com formato largo nos dedos e de preferência com o bico quadrado. E, para completar, o salto deveria ser quadrado também, pois garante mais estabilidade", afirmou o médico.

Não são somente os sapatos de salto que prejudicam os pés, as sandálias rasteiras não suportam impacto, além do pé ficar solto e o peso corporal ficar localizado no calcanhar.

Dicas

Para evitar as dores dos pés, depois de um dia de trabalho, o médico recomenda que as mulheres façam exercícios e alongamentos. A prática duas vezes por semana ajuda na prevenção de câimbras e inchaços. Além disso, um escalda pé com água morna ajuda a eliminar as dores. Outra dica é colocar proteção nas áreas de atrito, como protetores de gel e orteses para distribuição das pressões nas saliências ósseas, que ajudam para alívio de calos e joanetes.

No momento da compra

Na hora de comprar um sapato, não se deixe levar apenas pela estética do produto. Avalie se ele é confortável para ficar calçada durante 8 horas diariamente. O ortopedista explica que o sapato deve ser correspondente ao formato do pé, nem largo nem apertado.

O melhor horário para realizar a compra é no final da tarde ou começo da noite, quando os pés estão mais largos. O ideal é que sobre de 0,5 a 1,3 centímetro entre o dedo maior e o final do sapato, que não deve ser feito de um material duro.

"Não acredite que o sapato vai lacear e calce sempre os dois pés no calçado, pois normalmente temos um pé maior que o outro", concluiu o especialista.

Fonte: Administradores

Dois operários morrem após implosão de ponte na Via Dutra


A polícia investiga a morte de dois operários, depois da implosão de uma ponte, na Via Dutra.

Kennedy Olímpio Teixeira, de 46 anos, carpinteiro, e Miguel Roberto da Costa, de 54, armador, eram empregados da Tranenge, uma das empresas responsáveis pela implosão. Eles e mais 40 pessoas trabalhavam na limpeza da linha férrea, que ficava embaixo do viaduto. No local, foi construída uma estrutura metálica para protegê-la dos escombros.

Era por volta de 17h30, quando aproximadamente 20 dos dormentes de madeira que cobriam a estrutura - cada um pesando 200 quilos - despencaram sobre os operários. Kennedy e Miguel foram atingidos e morreram na hora.

Boa parte da estrutura foi retirada para o resgate das vítimas. Os corpos seguiram para o Instituto Médico Legal (IML) de Resende. Parentes aguardavam a liberação. Darci é irmão de Kennedy e trabalhava ao lado dele no momento do acidente. Um pedaço de madeira atingiu a perna do operário, que escapou mas não conseguiu ajudar ninguém.

Fabiana é filha de Miguel. Inconformada, ela lembra do momento em que recebeu a notícia. Veja em vídeo.

A concessionária que administra a Via Dutra informou que vai aguardar o laudo técnico da construtora responsável pela implosão e o resultado da perícia para se pronunciar sobre as causas do acidente.

Fonte: RJTV - Globo

Sai CBO dos Tecnólogos em Segurança do Trabalho



Número do título: 2149-35 - Tecnólogo em Segurança do Trabalho
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Fonte: MTE

NR-34 deverá entrar em vigor

Nove procedimentos da NR 34 são aprovados

BRASILIA(DF) - A Comissão Tripartite de Trabalho Decente, composta pelo Sindicato Nacional da Indústria da Construção Naval e Offshore (Sinaval), pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), através da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM), e pelo Ministério do Trabalho, conseguiu a aprovação da Norma Regulamentadora 34 (NR 34), que descreve nove procedimentos de trabalhos executados em estaleiros. Há dois anos, a Comissão trabalha para elaborar diretrizes para a promoção da saúde na construção naval.

As nove normas foram aprovadas pela Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP), vinculada ao Ministério do Trabalho, e dizem respeito ao trabalho a quente; montagem e desmontagem de andaimes; pintura; jateamento e hidrojateamento; movimentação de cargas; instalações elétricas provisórias; trabalhos em altura; utilização de radionuclídeos e gamagrafia; e máquinas portáteis rotativas.

Além das normas, foram aprovados também dez books fotográficos para treinamento e sistematização, sendo um deles direcionado especificamente para trabalhos em espaços confinados. Segundo Marcelo Carvalho, coordenador da equipe técnica da Comissão Tripartite de Trabalho Decente, foi decidido por consenso que a NR 33, para trabalhos confinados, continuará valendo.

A aprovação da norma, no entanto, não significa que a obrigatoriedade dos nove procedimentos já está em curso. O texto básico da NR 34 será publicado em março e, em seguida, haverá uma consulta pública. Carvalho explicou, no entanto, que a consulta pública não poderá alterar o significado do texto das normas, até porque elas já estão aprovadas. A ideia é solucionar possíveis ambiguidades no texto, deixando-o mais claro e enxuto.

O coordenador da equipe técnica acredita que, em maio, será concedida a aprovação definitiva, e a NR 34 entrará em operação em todo o país.

Fonte: Portos e Navios

TRT do ES proíbe revista de funcionários em companhia siderúrgica

Espírito Santo - O TRT (Tribunal Regional do Trabalho) do Espírito Santo concedeu liminar proibindo a CTS (Companhia Siderúrgica de Tubarão) de revistar empregados e prestadores de serviço, assim como seus pertences. Caso a prática continue, a Companhia poderá pagar multa no valor de R$ 5.000 por cada trabalhador revistado.

Segundo liminar concedida pelo e ajuizada pelo MPT (Ministério Público do Trabalho), a atividade ofensiva à privacidade e à dignidade dos trabalhadores já estava sendo apurada pelo MPT que promoveu ação civil pública, em resposta às denúncias dos empregados da Companhia e de empresas terceirizadas contratadas pela CST.

A decisão ocorreu após uma audiência realizada na Procuradoria Regional do Trabalho do Espírito Santo, quando o MPT esclareceu aos representantes da Companhia Siderúrgica Tubarão sobre a vedação das revistas nos empregados, propondo a assinatura de termo de compromisso de ajustamento de conduta, que foi recusado pela Companhia.

Fonte: Revista Proteção